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Dublagem ao vivo e Voice Over integram programação do FICI



Foto: Victor BaldeFoto: Victor BaldeOs dubladores faziam as vozes ao vivo / Foto? Victo BaldeFoto: Victor BaldeFoto: Victor BaldeFoto: Victor Balde
Alguns dos filmes que integram a programação do 10º Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI), que ocorre em Aracaju entre os dias 19 a 28 de outubro, serão exibidos de forma bastante especial. Eles fazem parte das exibições com dublagem ao vivo e em Voice Over – esta última, uma novidade da edição deste ano em Aracaju que é conhecida também como ‘sessão contada’. Essas mostras diferenciadas se iniciaram neste domingo, 21, no Cinemark Jardins, onde ocorre o Festival.


As sessões em Voice Over são comandadas pela contadora de histórias sergipana Rita Maia. Com uma narrativa que promete estimular a imaginação de todos, ela interpreta presencialmente o enredo de filmes que se encontram em língua estrangeira para o público participante. “Trabalho com contação de histórias, mas sempre no teatro. No cinema é uma novidade. Acho que é uma nova vertente, uma forma de humanizar [o filme] e fazer com que a criança sinta mais as emoções”, afirmou.


“É uma outra forma de mostrar o cinema”, resumiu a produtora local e diretora geral da Casa Curta-SE, Deyse Rocha. “Estimula a criança a ir além, instiga o pensamento dela. Faz ela pensar sobre como um roteiro é construído”, detalhou.


Para Rita Maia, a experiência também é proveitosa para quem faz a narração. “Ao contar a história no cinema, a gente pode ‘voar’ mais. É como se você pudesse respirar junto com a personagem”, explicou. Neste domingo, a mostra de curtas ‘Caleidoscópio de Sonhos’ foi apresentada em Voice Over. No próximo sábado, 27, é a vez ‘O Pequeno Detetive e os Fantasmas’, ‘Keshu’ e ‘Tony 10’ terem suas ‘sessões contadas’.


Diversidade
Deyse Rocha destacou ainda a tradição do festival na realização de dublagens ao vivo para a criançada. “É a quarta vez que realizamos essa atividade no FICI e tenho certeza que as crianças aguardam ansiosas por ela. Com os profissionais Hélio Ribeiro e Melise Maia dentro da sala fazendo a dublagem, possibilitamos o entendimento de como funciona esse processo”, disse.


As dublagens foram realizadas nos filmes ‘O Homem Mais Forte da Holanda’, ‘O Circo’ e ‘A Família Trom’ – todos exibidos neste domingo, 21, às 13h30, 15h30 e 17h30, respectivamente.


“Esse tipo de sessão é boa para dar ao publico uma noção do que é dublagem”, disse Hélio Ribeiro, que já deu voz a personagens de Bill Murray e Robert De Niro no cinema. Ele explicou as diferenças entre a dublagem ao vivo – na qual geralmente um dublador faz todas as vozes masculinas e uma dubladora, as femininas – e a dublagem comum, além de ressaltar a importância desse tipo de trabalho para ampliar o acesso ao cinema. “É uma forma de mostrar filmes diferentes. É válido que a plateia veja esse tipo de filme, e tanto a dublagem ao vivo como a dublagem em si ajudam a fazer isso”, argumentou.


A pesquisadora Cristiane Bani, presente na dublagem ao vivo de ‘O Homem mais Forte da Holanda’, tem a mesma opinião de Ribeiro. “Esses são filmes mais alternativos, que expandem nossa cultura. A gente geralmente só vê filmes americanos, principalmente no cinema infantil”, contou. Acompanhada da filha Isabel, de três anos, e do sobrinho Igor, 7, ela foi pela primeira vez conferir um filme do Festival Internacional de Cinema Infantil. “É a primeira vez, mas já acho interessante. Agrega muita coisa para as crianças”, afirmou a pesquisadora.


Sobre o FICI
Sessões com filmes de vários países no Cinemark do Shopping Jardins ao preço único de R$ 7, meia entrada para todos. “Dessa forma, conseguimos agregar e agradar a toda família, com uma programação diversificada entre filmes, oficina, pré-estreias, sessões simultâneas e sessões especiais. Pais e filhos gostam de ir ao cinema, e prova disso é o crescimento que o FICI obteve ao longo dos anos. Em 2006, tivemos cerca de quatro mil expectadores – já no ano passado, foram mais de 13 mil”, ressaltou Deyse Rocha.


A 10ª edição do festival trará para Aracaju mais de 40 filmes, entre longas e curtas-metragens. De começo modesto, com apenas 15 filmes de nove países, o festival já soma hoje 450 filmes exibidos até 2011 e um público total superior a 1,2 milhão de espectadores. Somente neste ano, a programação reunirá 100 filmes de 24 países – cerca de 70% inéditos –, que serão exibidos com exclusividade nas salas de cinema da Rede Cinemark, agora em dez cidades brasileiras.


A mostra já passou pelo Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo, Campinas, Santos, Natal. Chega no mesmo período em Aracaju e Salvador e termina em Brasília e Belo Horizonte.


Apoio
Incentivado pela Lei Rouanet, o festival tem patrocínio do BNDES, Petrobras, Cinemark, com produção da Copacabana Filmes e realização do Ministério da Cultura. A co-produção é da Casa Curta-SE, com apoio local da TV Sergipe, Ativa Comunicação Digital e Shopping Jardins.
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