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‘Dublagem ao Vivo’ encanta público no Festival de Cinema Infantil

 





Foto: Marco VieiraFoto: Marco VieiraFoto: Marco VieiraA psicologa Bibiane Regert / Foto: Marco VieiraFoto: Marco VieiraFoto: Marco VieiraDeyse RochaFoto: Marco VieiraFoto: Marco VieiraFoto: Marco Vieira

Em comemoração ao Dia das Crianças, o Festival Internacional de Cinema Infantil (Fici) preparou uma programação bastante variada neste sábado. Além da exibição de dez filmes, o público também teve a oportunidade de acompanhar outras quatro sessões com a participação de profissionais fazendo a dublagem ao vivo.

O evento contou com a presença do casal Beatriz Nogueira e Carlos Siedl, responsáveis por dar voz a personagens bastante conhecidos no cinema e televisão. Ela já dublou Jada Pinkett Smith em ‘Matrix Reloaded’, Francie Swift em’ Gossip Girl’ e Rebecca Chambers em ‘O Homem Invisível’. Já Seidl, dentre uma serie de outros trabalhos, é o responsável pelas vozes do personagem Seu Madruga, no seriado mexicano ‘Chaves’, e do palhaço Krusty, no desenho ‘Os Simpsons’.

Carlos começou a realizar este tipo de trabalho em 1968, quando foi convidado por um amigo a fazer alguns testes no estúdio AIC, em São Paulo. Com 17 anos de carreira, decidiu morar no Rio de Janeiro e desde então presta serviços a diversas empresas de dublagem naquele estado. Beatriz, por sua vez, é atriz e há pouco mais de 10 anos decidiu investir na nova carreira, também no Rio de Janeiro, incentivada pelo marido.

Eles contam que suas rotinas de trabalho são bastante dinâmicas e exigem muita dedicação. “Saímos de casa sem saber o que vamos dublar. Isso nos obriga a estar sempre muito concentrados durante as cenas e a prestar sempre atenção no comportamento daqueles que estão atuando nos filmes. O dublador é antes de tudo um ator, que interpreta e dá vida a esses personagens “explica  Carlos Seidl.

O avanço das novas tecnologias, segundo Beatriz, tem proporcionado mudanças na rotina dos estúdios. “Hoje, com um computador e alguns programas específicos, é possível fazer a dublagem em qualquer lugar, sem a exigência de uma grande estrutura. Isso resultou no fechamento de grandes empresas de dublagem, que não conseguiram sobreviver diante da alta concorrência. O volume de trabalho para os profissionais aumentou bastante, mas a remuneração caiu consideravelmente”, destaca.

Nova experiência

No Fici, eles foram convidados a representar os personagens dos filmes ‘Victor e o segredo da Mansão do Crocodilo’, O ouro das Estrelas’, ‘Nono Zigue-zague’ e ‘Bennie Travesso’. A proposta agradou bastante o público, que elogiou bastante a programação do festival.

“Foi uma experiência muito interessante. As crianças estão tendo acesso a produções que normalmente não são exibidas em nossa cidade e a presença dos dubladores foi um presente para todos. O trabalho que eles desenvolvem é fantástico”, ressalta a psicóloga Bibiane Regert, que trouxe a filha Luiza para assistir a uma das sessões.

Os irmãos Cecília e Thales, ao deixarem a sala do cinema, deixavam transparecer a alegria pela experiência vivenciada neste sábado. “Foi muito divertido. Durante a sessão eu fiquei várias vezes olhando para os dubladores para ver como eles estavam fazendo aquele trabalho. É impressionante como eles conseguem fazer isso tão bem, sem cometer erros”, comenta a estudante.

Para a produtora local do Fici e diretora Geral da Casa Curta-SE, Deyse Rocha, o reconhecimento do público mostra que a proposta foi bem aceita e deve ser repetida nas próximas edições. 

“Essa foi uma oportunidade única para os amantes do cinema de Aracaju. A presença dos dubladores também ajuda a estimular a imaginação das crianças, já que a partir de agora elas passam a conhecer um pouco mais sobre a produção dos filmes e os profissionais que nele estão envolvidos. Pretendemos continuar a oferecer essa programação nos outros festivais”, disse Deyse.

Festival

O FICI completa 11 anos celebrando os números que fazem da mostra a principal do gênero no país. Do começo modesto, com apenas 15 filmes de nove países, sendo cinco do Brasil, o festival já soma hoje 570 filmes exibidos e um público total superior a 1 milhão de espectadores.

Esta edição do Fici começou em setembro pela cidade de Natal em Natal e segue para Aracaju e Salvador (4 a 13 de outubro) e Rio de Janeiro e Niterói.

Através de Lei de Incentivo à Cultura, o Festival conta com o apoio local da Superlux, Infonet, TV Sergipe, KJM Telecom, 3G Mídia exterior, Shopping Jardins, e patrocínio do BNDES, OI, Petrobras, Cinemark e Prefeitura do Rio de Janeiro,  co-produção da Espaço Z e Casa Curta-SE. A produção e realização é da Copacabana Filmes. O festival é uma realização do Governo Federal.

 

Por Wellington Amarante

Fotos: Marco Vieira

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